Eliel
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BRASÍLIA NO CAMINHO CERTO
Propostas/Publicações


Seguindo o exemplo destas mulheres

A Bíblia é um livro fascinante. Nela estão registradas histórias tanto de heróis quanto de vilões. Entre suas narrativas, encontramos aquelas que envolvem mulheres determinadas e corajosas, aquelas que enfrentaram os obstáculos da vida e se tornaram em exemplos a ser seguidos. Há também aquelas que se tornaram vilãs de si próprias ou de uma nação, numa época em que só os vencedores sobreviviam. Essas histórias atravessaram séculos a fio e hoje elas fazem parte de nosso dia-a-dia como se estivéssemos naqueles tempos. Às heroínas devemos depositar a glória que lhes é devida; as fracassadas, porém, entregamo-las ao esquecimento.

Não quero ater-me, por isso, às que fracassaram no caminho, deixando para trás um rastro de ruínas pessoais e espirituais. Elas perderam a oportunidade de passar para a história como exemplo para as gerações futuras. Foram inconseqüentes na caminhada da vida e depositaram sobre seus túmulos a pedra do esquecimento eterno. Agora, falar daquelas que souberam ser, para si e para outras, o exemplo a ser seguido sem vacilação, delas podemos fazer a seguinte reflexão.

De Sara, mulher de Abraão, vemos o exemplo da renúncia. Renunciar é deixar para trás tudo aquilo que representa conforto pessoal e passar a viver em função da felicidade de outros. Sara foi movida pela fé em Deus e pelo amor a seu esposo e não se apegou ao conforto do seu lar, quando vivia na próspera cidade de Ur dos Caldeus. Aceitou, todavia, o desafio de peregrinar pela causticante terra da Palestina, habitando em humildes tendas, na antevisão da terra prometida, que era o alvo. Talvez o pavor de um futuro incerto lhe batesse à porta do coração pedindo-lhe para desistir de seguir o pai da fé. Tantas foram as investidas no sentimento daquela mulher sobre o alvo a ser conquistado, no entanto ela foi resistente para ser vitoriosa. Para se conquistar a terra celestial temos que renunciar, aqui, tudo aquilo que nos tira a visão do alto, embora, às vezes, sejamos levados a só ver no âmbito material.

De Miriã, irmã de Moisés, temos o exemplo de vibração. Vibrar é manifestar emoção e entusiasmo a ponto de levar os outros à comoção. Quem vibra está com sentimento de felicidade pela chegada da conquista tão esperada. Assim aconteceu com Miriã. Após o milagre da passagem pelo Mar Vermelho, Miriã comandou uma passeata majestosa de louvor, adoração e ações de graça devotados ao Deus de Israel. O milagre de passar a pé enxuto pelo meio de duas montanhas de águas empolgou tanto Miriã e suas amigas que dançaram e cantaram em alta voz: "Só o Senhor é Deus". Esse episódio do Mar Vermelho trouxe para as gerações futuras um sentimento de conquista tão espetacular que não poderia deixar de fazer parte do relato bíblico. É com vibração que dizemos ao mundo que a nossa fé não está condicionada às circunstâncias que nos desafiam no nosso cotidiano, mas também na nossa caminhada de fé, pois na esperança de vencermos os inimagináveis obstáculos em companhia de um Deus que pode todas as coisas, temos a garantia de que atravessaremos o "mar da vida" nem que para isso tenhamos que andar sobre as águas. Crentes vibradores são crentes conquistadores.

De Ana, esposa de Elcana, temos o exemplo do amor pela oração. Orar é deixar a alma falar com Deus antes de qualquer coisa. A oração tem como objetivo levar-nos a entender que somos compungidos por nós mesmos à necessidade de estar a sós, sempre, com Aquele que pode nos alcançar com seu amor eterno. Nesse ato de contato da criatura com o Criador, é-nos mostrado que não somente estamos sendo ouvidos por Deus, mas que Ele está pronto a vir ao nosso encontro como única esperança para a nossa alma. Ana colocou-se diante do altar de Deus, sem economizar lágrimas, gemidos e prontidão para ser instrumento de Deus num momento difícil da sua vida e da história do seu povo. Depois de muitos anos de súplicas, Deus responde à oração de Ana com o socorro para a nação: o profeta Samuel, um símbolo vivo da restauração de Israel. A oração nos faz chegar a Deus e senti-lO como se Ele estivesse frente a frente conosco. Quando não cansamos de orar, também não cansamos de receber bênçãos. A recíproca também é verdadeiro. Já dizia uma famosa escritora: "A distância entre o nosso problema e a solução dele é a mesma distância entre os nossos joelhos e o chão". Quem tem tempo para a oração tem tempo para ouvir a Deus e receber dEle a sua bênção.

De Rute temos o exemplo do companheirismo. Ser companheiro é compartilhar da vida e das ocupações de outrem. Um companheiro jamais deixa um amigo ferido, caído na estrada, mas antes o coloca sobre os seus ombros e o leva para curar suas feridas. Às vezes, não são feridas físicas, mas da alma e do espírito. O companheiro pode ser chamado de amigo quando, na necessidade, é capaz de morrer ao nosso lado. Rute foi uma companheira; uma mulher destemida que não mediu esforços nem conseqüências em acompanhar Noemi, sua sogra, de volta a Belém, depois da tragédia que as envolveu em Moabe, com a morte de seus maridos. Rute resolveu acompanhar Noemi aonde quer que ela fosse, dizendo: "... o teu povo é meu povo, o teu Deus é meu Deus". Rute, como moabita, não podia jamais fazer parte da nação escolhida por Deus para trazer bênçãos a todos os povos, mas sua lealdade e confiança foram recompensados, e ela se tornou numa das antepassadas do Senhor Jesus, uma honra em nada pequena. Rute, como amiga de verdade, tinha um pacto com Noemi: caminhar juntas; descansar juntas; adorar juntas; e até morrerem juntas. Juntas chegaram a Belém e juntas entraram para a história da vinda do Messias. A igreja não é composta de pessoas; ela é composta de companheiros, pessoas que estão dispostas a ajudar a outras pessoas quando essas estão em dificuldades e sozinhas. Quando formos companheiros uns dos outros, por certo estaremos sendo parte um dos outros. O companheiro é aquele que sente a dor do outro, mas lucra com a alegria da vitória do irmão. Quando o companheiro sofre, somos levados também pelo sentimento de que estamos sofrendo com ele.

De Abigail temos o exemplo da sabedoria. Ser sábio é ser sensato; é ser exemplo para os outros. Quem assim age tem sabedoria e está conquistando seu espaço. Ser sábio é ser ponderado nas suas ações, mesmo que, às vezes, isso lhe traga prejuízo. Abigail, a esposa de Nabal – um próspero criador de ovelhas - era conhecida por sua beleza física e seus dotes especiais que encantavam até mesmo os estrangeiros de seu povo. Mostrou-se pronta e discreta nas medidas que tomou para afastar a ira de Davi, violentamente excitado pelo tratamento insultante que seus mensageiros receberam da parte de seu esposo Nabal, quando buscavam provisões. Apressadamente ela preparou um suprimento ideal que servisse às necessidades de Davi e de suas tropas e saiu ao encontro do rei. Davi estava a caminho para exterminar Nabal e acabar com seus bens. A ação de Abigail abrandou a ira do rei a ponto de Davi ver que estava exagerando em seu intento, e que poderia ter cometido grande injustiça. A beleza, a prudência e a coragem de Abigail foram decisivas para evitar que Davi derramar sangue inocente. Por esse ato de Abigail ela veio mais tarde a se tornar conselheira do rei, além de conquistar o seu coração a aceitar-lhe como sua esposa. A sabedoria das nossas palavras é o ingrediente suficiente para mudar as coisas. Palavras duras na hora errada é como chaga que não tem cura. Mas a mesma palavra na hora certa é como bálsamo que alivia o furor. Quem usa de sabedoria tem como fruto de suas ações o reconhecimento dos outros além do sucesso material e espiritual.

De Maria, mãe de Jesus, temos o exemplo de dedicação. Dedicar é apegar-se ao extremo naquilo que temos que realizar em prol de nós mesmos ou de outrem. Quem age dessa forma tem sentimento de afeto e está disposto a se oferecer com afeição. Com Maria não foi diferente. Ela soube tirar proveito da presença de Jesus em sua casa. Assentou-se aos seus pés em sinal de adoração e ouviu a sua palavra buscando capacitação para si e para transmitir aos outros. Recebeu missão honrosa do Mestre pela sua capacidade de discernir entre as coisas importantes e as prioritárias. Embora as coisas importantes não possam esperar, as prioritárias têm preferência. De nossa dedicação às coisas celestiais depende as prioridades da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Quando damos maior atenção às coisas importantes, poderemos nos esquecer de que a prioridade deve ser as que menos esperamos. Ser dedicado é ser comprometido, e é isso que Deus quer de cada um de nós: dedicação e compromisso, não com tudo, mas com o que é prioritário para o Reino de Deus.

Nem todas as mulheres têm a capacidade de renunciar como Sara, de vibrar como Miriã, de orar como Ana, de ser companheira como Rute, de ter a sabedoria de Abigail e a dedicação de Maria. Mas todas as Teresas, as Franciscas, as Josefas, as Antonias, as Anetes, as Célias, as Lúcias, as Anfrozinas, as Sebastianas, as Pedrinas, as Julianas, as Junices, as Lucimares, as... podem ter o compromisso de fazer a história da igreja através da fé que depositam em Jesus como seu maior exemplo. Cada mulher - e cada homem - tem o dever de ser a esperança de Deus para o crescimento do seu Reino na terra, antes que haja o maior acontecimento da história: o arrebatamento.

(*) Eliel Mendes Presbítero da Ass. de Deus, Q. 15 de Sobradinho-DF e Suplente de Deputado Federal



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