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BRASÍLIA NO CAMINHO CERTO
Notícias

24/09/2007
Renan Calheiros e seus crimes

“Carta ao leitor

Renan e seus 40...

Alguns dos que absolveram Renan Calheiros podem tê-lo feito de boa-fé, mas o que se passou de decisivo no Senado brasileiro na última quarta-feira, a portas fechadas, foi um arranjo subalterno cuja real motivação estarrecerá a nação quando for revelada em todos os seus indecorosos detalhes. Uma reportagem da presente edição de VEJA começa a levantar o véu que cobriu aquelas tenebrosas transações feitas na casa do povo, mas longe das vistas do povo e contra os interesses do povo.

Renan e seus 40... – somados aos seis outros que hipocritamente se abstiveram na votação que absolveu o "capo" do Senado – não representam os brasileiros que os elegeram. Representam seus interesses pessoais e patrimoniais de tal modo entranhados que, se permitissem a degola do chefe, acabariam eles próprios expostos às leis que punem os cidadãos comuns quando esses as transgridem. Mas para Renan e seus 40... não existem leis.

Renan Calheiros, lembre-se, foi acusado de ter usado um lobista de uma grande empreiteira para pagar despesas pessoais e de, ao defender-se, recorrer a fraudes para provar suas teses. Depois de examinar o material apresentado pelo senador e submetê-lo a peritos, o Conselho de Ética do Senado concluiu que:

• o senador não provou a existência de recursos que pudessem fazer frente a seus gastos e a seu patrimônio;

• as notas fiscais não correspondiam às operações comerciais relatadas por Renan para provar os bens acumulados;

• sua atividade rural era uma ficção montada para explicar sua evolução patrimonial;

• Renan mentiu sobre sua capacidade de ter pago, com os recursos que dizia possuir, suas obrigações pessoais.

Caso as provas de fraude acima fossem produzidas contra um cidadão comum – contra um brasileiro que trabalha quase cinco meses do ano só para pagar impostos e ainda tem de financiar a educação, a saúde e a segurança da família –, elas já bastariam para capitulá-lo em artigos do Código Penal. Para o senador Renan, essas provas não serviram sequer para condená-lo pela quebra de decoro parlamentar. Ou seja, fraudar, mentir, enganar e enriquecer sem poder comprovar como acumulou patrimônio não configura nem mesmo quebra de decoro para Renan e seus 40...

Felizmente para o país e para dezenas de milhões de brasileiros ultrajados, a apuração dos desmandos de Renan segue seu curso no Supremo Tribunal Federal (STF), onde mentiras e fraudes são tratadas com o rigor da lei.

(http://veja.abril.com.br/190907/cartaleitor.shtml

“Dois Brasis em confronto

O Senado que absolveu Renan e o Supremo que transformou os mensaleiros em réus representam dois países antagônicos: um “Brasil B”, atrasado e apegado a velhos vícios, e um “Brasil A”, que abraça e deseja a modernidade. Qual deles triunfará?

De onde menos se espera, daí é que não sai nada.” A frase, do jornalista e humorista Apparício Torelly, o Barão de Itararé, descreve com perfeição o comportamento do Senado brasileiro na semana passada. A absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros, acusado de quebra de decoro parlamentar, só pode ser entendida à luz da máxima do Barão de Itararé. Numa votação secreta e viciada, o plenário do Senado resolveu ignorar a pressão da sociedade e a força das evidências apresentadas contra Renan.

A votação foi um choque negativo no combate à impunidade no Brasil. Aos olhos da sociedade, o Senado ficou menor. Os senadores agiram de modo mesquinho e corporativo. A operação montada para salvar Renan não é nada edificante, como se pode ver na reportagem da página 42. “Na ‘calada da tarde’, os rumos do Brasil foram definidos num cenário de trevas, bem longe dos ideais democráticos”, escreve em sua coluna desta edição o cientista político Fernando Abrucio. Uma tradução patética dessa realidade é uma simples conta aritmética. No plenário, apenas 35 senadores votaram contra Renan. No dia seguinte, questionados pela imprensa, 46 afirmaram ter apoiado sua cassação. Há, portanto, pelo menos 11 mentirosos ocupando cadeiras no Senado, uma das instituições mais relevantes da República”.

(http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG79131-5990-487,00.html)

“A eterna tragicomédia

por Mino Carta

A absolvição de Renan é o compacto, irremediável descaso com o País.

Quando caiu o Muro de Berlim, os sábios disseram que com ele ruíam as ideologias, como se o espaço das idéias e dos ideais estivesse extinto. De uns anos para cá, investem contra a política como se fosse o pior dos males do planeta. Mas a política é inerente à atividade humana, da mesma forma que o poder se impõe em todos os quadrantes, instâncias e situações, graúdas e miúdas.

Uma coisa é a política, outra a politicagem. A Terra não vive um momento de glória de inúmeros pontos de vista e, no caso específico, os politiqueiros são infinitamente mais numerosos do que os políticos. Neste domínio, o Brasil bate recordes mundiais e a absolvição de Renan Calheiros não passa de mais um ato da tragicomédia verde-amarela.

O episódio não causa surpresas. Tampouco, a falta de dignidade de um presidente do Senado contra quem as evidências clamam, e que, mesmo assim, permanece agarrado à sua cadeira. E ainda não causa surpresa a escassa familiaridade do senador Tasso Jereissati com a aritmética, compartilhada pela mídia, pronta a aceitar como verdade factual suas declarações à saída do plenário: “Quem votou a favor foi o PT”.

Alguma destreza na execução das quatro operações permite dizer que as contas não batem. É certo que Calheiros também recebeu a aprovação de senadores da oposição. Surpresa? Nenhuma. Como a Constituição, diria Raymundo Faoro, o Congresso é ornamental.

E a absolvição do presidente do Senado é um espetáculo em que se mesclam, sem a pretensão de hierarquisar os componentes, irresponsabilidade, arrogância, vulgaridade, amoralidade. Compacto, irremediável descaso com o País e a nação. Quem quiser enriquecer a receita, esbalde-se. Não há bala perdida. Ninguém padeça, contudo, de cãibras nos maxilares. Estes são os nossos senadores, varões da República, parte conspícua da chamada elite, a minoria que dita as regras. Aliás, ocorre-me uma pergunta que gostaria de dirigir ao ministro Franklin Martins. Como a Tevê Pública, prometida para o curto prazo pelo governo, noticiaria os eventos destes dias, caso já estivesse em funcionamento? Pergunto aos meus desconsolados botões e eles tombam em estado de depressão profunda”.

(http://www.cartacapital.com.br/2007/09/462/a-eterna-tragicomedia)

PS: Já estou com uma Ação Popular pronta para ingressar no Supremo Tribunal Federal, visando a apuração da LESIVIDADE ao patrimônio público, praticada por Renan Calheiros. Essa Ação Popular tem por objeto mostrar para a mais alta Corte de Justiça brasileira que os atos praticados pelo Senador do PMDB foram lesivos ao patrimônio público e, portanto, cabível de Ação Popular.


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