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BRASÍLIA NO CAMINHO CERTO
Notícias

17/01/2007
Adoção de crianças por casal homossexual

A aprovação do relatório da Comissão da Câmara de Deputados que analisa a Lei de Adoção incluindo a possibilidade de casais homossexuais adotarem crianças é tema importante para a análise e participação de cristãos. O assunto deverá ser votado em plenário por todos os parlamentares este ano. O psicólogo e terapeuta familiar Ageu Heringer Lisboa faz algumas reflexões sobre as implicações de uma mudança como esta para a vida de crianças, famílias e para a sociedade, mas também lamenta a inoperância de cristãos diante de “situações emergenciais” e “orfandade em massa”: “No texto bíblico não diz que as próprias pedras poderão clamar a Deus quando humanos pretensamente escolhidos são omissos?” Leia, a seguir, o artigo, na íntegra. “Toda criança tem a necessidade vital de ser devidamente cuidada, protegida, alimentada e receber os ingredientes afetivos, culturais e espirituais que viabilize seu desenvolvimento como pessoa. O esperado é que seja recebida e acolhida pelos próprios genitores, amamentado pela própria mãe biológica ou de nutriz amiga e viva no ambiente natural dos pais. Espera-se que tanto a mãe quanto o pai sejam responsavelmente amorosos, dando-lhe o nome próprio e o da família, vivam unidos e bem por muitos anos! Este ideal norteia o padrão familiar em muitas culturas Mas o cotidiano e funcionamento de muitas famílias pertence a outra ordem de coisas. Não podemos nos esquecer que cada casal e grupo familiar está compreendido num todo maior, num jogo de forças sociais, buscando espaço, segurança, sobrevivência digna. Mas a sociedade não tem sido nem justa nem benévola para a maioria, impondo sacrifícios especialmente aos não fortes e não-produtivos, como os deficientes. E acidentes e enfermidades acontecem também. Daí que muitas crianças conhecerão a pobreza, abandono, e sofrerão abusos de toda sorte, vindo a necessitar de abrigo, cobertura afetiva e proteção legal. “Para crianças sem a cobertura paterna e materna, perdida por acidente, abandono ou morte, a sociedade deve prover cuidadores substitutos, pai e mãe social, famílias adotantes, evitando-se a institucionalização prolongada. De preferência, pessoas com perfil próximo aos dos pais da criança, mas com recursos e estabilidade emocional, cultural e econômica. “Por isto mesmo deve-se priorizar a adoção por casal que demonstre desfrutar desta estabilidade básica, e que ofereça à criança boas figuras de homem e mulher. Na escola e na rua seus coleguinhas falarão de um pai e de uma mãe. Se o casal adotante é o tradicional, com um homem e uma mulher, podendo conter outras crianças, avós e outros, a identificação se torna mais natural e fácil. “Já no caso da adoção por casal homossexual as nomeações e papéis são de outra natureza. Ter dois pais ou duas mães, ou um “pai” com um “tio” ou uma “mãe” com sua parceira ou “tia”, implicará numa dificuldade de tradução social a ser imediatamente enfrentada. Questão delicada porque subverte um costume milenar que tem governado a constituição de famílias. Nos principais centros do ocidente, este modelo tradicional está em questionamento. Divórcios, juvenilismo prolongado, não-casamento, ascensão feminina, machismo fragilizado, experimentalismo e construção de novas sexualidades, cultura abortista, frágeis laços familiares e sociais. Até mesmo a geração de humanos poderá prescindir da união sexual ao vivo e ser terceirizada para máquinas clonadoras. Não se saberá mais o pai. Deus e pai destronados, adverte Françoise Dolto. “Para a constituição de nossa identidade necessitamos de modelos humanos saudáveis, amorosos, afirmadores. E, como a sexualidade assume lugar de destaque neste processo, a díade masculino-feminina é fundamental. Assim nos mamíferos, particularmente nos humanos. O homem e a mulher têm perspectivas distintas e modos particulares de envolvimento com o mundo e com as pessoas. Mesmo superando padrões de relação de gênero rígidos e preconceituosos, permanecem certos dados hormonais e cerebrais diferenciando macho e fêmea. As diferenças do jeito masculino e feminino de ser devem ser celebradas e não negadas, a bem de um todo. Contrapartes fecundadoras, tanto no biológico quanto no psicológico, negadas, infelizmente, em alguns casais heterossexuais disfuncionais, será uma constante unilateral no casal homossexual. Falta uma polaridade psíquica. “Então, idealmente, defendo primeiramente a adoção de crianças por casal heterossexual estável e avaliado como psiquicamente saudável. Em segundo, a inclusão em famílias com pai e mãe social, praticado em algumas instituições, como construção familiar substituta. Mas deve-se prever, também, a continuidade da criança com o pai ou mãe viúvos mesmo que homossexuais, com ou sem parceiro estável. O principal aqui é a defesa da continuidade do vínculo pai/mãe-filho/a. As recomendações, neste caso, inclui o que se espera de qualquer casal: o respeito à integridade física, emocional e espiritual da criança; sua privacidade e proteção contra abusos emocional e sexual. Enquanto houver disponibilidade de adotantes nos modelos acima descritos não se justificaria a adoção por casal homossexual sem que a criança tenha vinculação familiar anterior com algum deles ou delas. Uma boa alternativa, de adoção universal, sem contra-indicações para casados, solteiros, homossexuais, heterossexuais, qualquer pessoa, é o assumir um compromisso de patrocínio com agências de cuidadores, de mães sociais e abrigos infantis. Contribuindo financeiramente, visitando, passeando. Através de apa/amadrinhamento mantém-se vínculos afetivos significativos, ao mesmo tempo em que preserva ampla liberdade para todos envolvidos. “Dado o incessante dinamismo social e familiar, considerando-se situações emergenciais, orfandade em massa, deve-se considerar todas as possibilidades com carinho. Cada situação é muito particular, e sempre envolve sofrimento, carências e esperança. No texto bíblico não diz que as próprias pedras poderão clamar a Deus quando humanos pretensamente escolhidos são omissos?”

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